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Entrevista Richard Bach

Entrevista Richard Bach

Eliane de Araujoh

Richard Bach 03Eliane de Araujoh, comunicadora da Rádio Mundial – FM 95,7, participou de vários programas de Rádio e Televisão sempre enfocando a auto ajuda e o crescimento pessoal com alto astral.

Ficou muito conhecida pelas suas historinhas. Através de histórias simples e diretas sempre passa uma mensagem de aprendizado espiritual e ajuda as pessoas a refletirem sobre a vida.

Participou como convidada de inúmeros programas de rádio e televisão.

Durante sua jornada como comunicadora entrevistou diversas personalidades, entre elas, Richard Bach, autor de livros como Fernão Capelo Gaivota, A Ponte Para o Sempre, Longe É Um Lugar Que Não Existe, Um, Ilusões, entre outros. Veja abaixo a reprodução da entrevista.

Richard Bach

Se você entrou nesta página é porque temos algo em comum: a admiração por este fantástico escritor.

Richard Bach é um famoso escritor americano, autor de Fernão Capelo Gaivota, Ilusões, Longe é um Lugar que não Existe, A Ponte Para o Sempre, Um, entre outros best sellers.

O meu maior sonho era conhecê-lo, tanto que dediquei um livro a ele com a intenção de que um dia ele soubesse que no Brasil existe alguém que compartilha e ama suas idéias.

Enviei o livro para a editora Roca em Março/2000 e um mês depois, por estas “coincidências” da vida, eu estava entrevistando Richard Bach no Hotel Intercontinental em São Paulo, numa entrevista exclusiva que durou uma hora no dia 28/04/2000.

Detalhe: Quando dediquei o livro a ele, eu não tinha certeza se ele ainda era vivo. Imaginem o tamanho da minha surpresa e emoção.

E ainda deu tempo de incluir um último capítulo no livro chamado: Escolha ou Destino?, onde eu compartilho maiores detalhes deste presente que recebi da Vida.

Entrevista com Richard Bach

Esta entrevista foi transmitida pela Rádio Mundial de SP – FM 95,7, no dia 09/05/2000 e contou com Maria Nazareth Ferreira Alves como interprete.

Eliane Araujoh – Como surgiu a inspiração para escrever o livro “Fernão Capelo Gaivota”?
Richard Bach – Temos muitos níveis dentro de nós. Esta história foi me dada por um desses níveis. Cada um tem uma história para contar. Eu estava procurando quem eu era e a história apareceu para mim como um filme diante de meus olhos. Eu vi o filme brilhante e escrevi tão rápido quanto pude, mas num determinado momento o filme parou e uma parede estava em minha frente. Foi como este nível tentasse dizer que eu não estava inventando esta história, que esta história não era minha. Ela estava sendo dada para mim por alguém. É como se eu ouvisse: “Se você acredita que você está inventando esta história tente terminá-la.” Eu não podia, eu não conseguia terminar. Oito anos depois, muito longe de onde eu estava quando a história foi me dada pela primeira vez, às 5 horas da manhã eu acordei. Havia tido um sonho que era o final desta história. Acordei, fui até a máquina de escrever e escrevi o final e pensei: “Isto é o que acontece! Este é o final da história!”. Tive de encontrar este presente sozinho (o final da história) para depois poder compartilhar com outras pessoas, com outras gaivotas.

Eliane de Araujoh – Qual foi a obra que você mais gostou de escrever?
Richard Bach – Cada história tem um tempo e um lugar. Cada uma tem um presente para dar. Cada escritor tem que pensar: “Qual é a magia que nos chama a escrever estas histórias?”. Quando ele escreve, fica contente com ele mesmo, e o produto desta felicidade é também compartilhar este presente com outras pessoas que tem as mesmas idéias. Quando escritores escrevem, eles escrevem suas aventuras. E há pessoas que compartilham estas aventuras com eles quando lêem o que foi escrito. Cada uma das histórias que eu escrevi é uma aventura que eu vivi, seja em ficção ou não, verdade ou não. E eu compartilho estas aventuras com pessoas que têm as mesmas idéias que eu.

Eliane de Araujoh – Em seu livro “Um” você fala de suas experiências fora do corpo e da busca da espiritualidade. Como você sente a espiritualidade em sua vida?
Richard Bach – Há uma família que está espalhada por todo o mundo, que tem uma curiosidade de saber que há algo mais além do mundo que podemos ver. Tem que haver algo mais. Esta curiosidade é a espiritualidade, a busca. Somos criaturas de espírito, amor e luz. A minha experiência pessoal é saber que no mundo há mais do que podemos ver. Eu só tive experiências fora do corpo 2 ou 3 vezes. Experiências de felicidade, de não necessitar do corpo para expressar vida. Somos mais que o nosso corpo. Esta experiência não é algo que eu possa controlar. Eu não posso fazer isso quando eu quero. Aconteceu e eu não sei como e porque, mas aconteceu. Com isso eu pude experimentar o que é não necessitar do corpo. Voar é outro meio de eu buscar a espiritualidade e de entender que há mais no mundo do que isso que vemos. Voar é uma metáfora. Temos que confiar naquilo que nós não podemos ver. Ao voar eu sei que não posso levantar o avião sozinho, mas consigo voar. Eu aprendi que há um princípio de aerodinâmica. Nós pilotos não podemos ver este princípio de aerodinâmica, mas nós confiamos nele. As pessoas que voam confiam neste princípio. Quanto mais confiamos, mais sentimos liberdade, felicidade e temos uma perspectiva maior daquilo que somos.

Eliane de Araujoh – Por favor, uma mensagem para o Brasil.
Richard Bach – Estou muito feliz, embora não entenda uma palavra de português, estou muito feliz de poder estar aqui. Porque esta é a comprovação de que há pessoas em todo mundo que compartilham das mesmas idéias, que sorriem das mesmas coisas, que choram pelas mesmas coisas e gostam das mesmas coisas. Possuem as mesmas idéias. Estas pessoas podem estar separadas fisicamente, mas estão conectadas espiritualmente. Estas pessoas são parte da mesma família. Fico muito feliz em saber que não estou só, e que aqui, como em todo mundo, há pessoas que pensam a mesma coisa que eu. E para todos aqueles que se sentem deslocados, fora do mundo, saibam que não estão só. Há pessoas em todo o mundo que tem a mesma sensação. Somos todos parte de uma mesma família espiritual, todos conectados.

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